Em tempos de crise na área da saúde, como o que vivemos em 2020, é necessário que as organizações governamentais tomem medidas emergenciais para atender a população. É preciso agir rapidamente e de maneira eficiente. Para frear a onda de contágio do novo Coronavírus (COVID-19), países do mundo todo, inclusive o Brasil, adotaram o isolamento social, higienização constante das mãos, uso de máscaras e etc. Tais atitudes contribuem para que o número de novos casos diminuam.
É preciso também tratar de maneira eficaz dos indivíduos já infectados. E como o Sars-Cov-2 vírus causador da COVID-19 se mostrou de extrema facilidade de transmissão, o número de pacientes doentes é muito elevado. Muitos lugares chegaram ao ponto de as estruturas hospitalares fixas não comportarem a quantidade de pessoas doentes precisando de atendimento, ao mesmo tempo. É aí que surge a necessidade dos hospitais.
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O que são hospitais de campanha
Estes hospitais são estruturas instaladas provisoriamente em algum local, para que os pacientes possam ser atendidos, com urgência. Apesar de temporários, e geralmente construídos às pressas, estas construções precisam atender e seguir as determinações de segurança, para que o ambiente seja totalmente seguro e apto para receber pacientes. Afinal, o local precisa proporcionar total proteção para a equipe de saúde e pacientes.
Orientações da ANVISA para a construção de hospitais de campanha
Preocupados com o nível de segurança dos ambientes, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) elaborou um documento técnico que contém as orientações necessárias para serem seguidas nas construções desses hospitais, durante todo este período de crise sanitária que enfrentamos, gerada pela pandemia de COVID-19.
Esta Nota Técnica (NT) 69/2020 aponta diversas recomendações de como as unidades construídas devem ser estruturadas, com o objetivo de auxiliar no processo de atendimento da população e ampliar a capacidade de pessoas que podem ser atendidas e tratadas. Os hospitais de campanha, então, devem contar com leitos hospitalares e de UTI, para que estes indivíduos possam ser encaminhados para as estruturas.
O documento elaborado, como medida de resposta emergencial de saúde pública ao novo Coronavírus (COVID-19), tem como objetivo:
- Apoiar a ampliação de leitos, reativação de áreas assistenciais obsoletas, ou contratação de leitos com isolamento para o atendimento dos casos de infecção humana pela COVID-19;
- Apoiar funcionamento adequado e oportuno da organização da rede de atenção para atendimento ao aumento de contingente de casos do novo Coronavírus;
- Orientar, em situações de surto ou epidemia de casos de novo Coronavírus, a organização da rede de atenção à saúde para disponibilidade de UTIs que atendam a demanda de cuidados intensivos para casos graves, garantindo o isolamento adequado destes pacientes;
- Reforçar a necessidade de garantir proteção à equipe de saúde que atua no atendimento de casos suspeitos ou confirmados pelo novo Coronavírus.
Todas as diretrizes e orientações devem ser adaptadas à realidade do local, de acordo com cada plano de contingência estadual e municipal. Além disso, a nota também fala sobre a parceria com os corpos de bombeiros locais, em relação às instalações de segurança e prevenção contra incêndio.
É fundamental salientar que o documento publicado pela ANVISA contém orientações para os hospitais de campanha que prestam atendimento para os pacientes adultos, infectados com a COVID-19, em especial, aos casos que ainda são necessárias medidas de precaução quanto à transmissão. Também é dedicado aos casos em que o paciente não pode permanecer no seu domicílio ou retornar a ele por orientações médicas.
Confira abaixo algumas das recomendações estruturais contidas no documento:
- O hospital de campanha deve conter equipe assistencial e de apoio treinada, em quantidade adequada;
- Deve estar disponível a utilização de álcool em gel, por local de atendimento, corredores de circulação, entradas e demais ambientes;
- Deve haver gerenciamento logístico em estruturas hospitalares de campanha, para garantir suprimentos, medicamentos e equipamentos suficientes em todo o período de funcionamento, além de dispor de retirada e transporte adequado dos exames do laboratório de referência.
Também devem ser estabelecidas orientações:
- Assistenciais e fluxo de atendimento dos pacientes que devem ser de reconhecimento de todo profissional envolvido no atendimento;
- Orientações de recomendação para higienização das mãos, uso de equipamentos de proteção individual, limpeza dos ambientes, equipamentos e mobiliário e gerenciamento dos resíduos;
- Treinamento sobre as rotinas de fluxos que serão realizados.
A ANVISA ainda ressalta que a nota técnica publicada possui um caráter orientativo. Isso significa que as necessidades impostas pela situação da pandemia podem requerer a utilização de parâmetros diferentes.
O hospital projetado pela Asmontec
A Asmontec em uma iniciativa com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), construiu no Rio de Janeiro mais de 200 leitos hospitalares, que serão de extrema utilidade para a população infectada com o novo Coronavírus. Todo o projeto segue rigorosamente as orientações e exigências que um hospital de campanha deve ter.
Trata-se de um projeto com um objetivo: preservar a vida. O desafio foi aceito com a principal finalidade de proporcionar mais recursos à sociedade necessitada neste momento de pandemia. A construção, de grande magnitude, é totalmente coordenada pela Asmontec. Todos os requisitos de Salas Limpas foram aplicados e levam em conta as regulamentações exigidas, de acordo com normas e padrões específicos.



